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Sergipe registra bom momento da cadeia produtiva do leite


Pecuaristas e instituições do setor agropecuário, como a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Sergipe (Faese) e a Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), confirmam o bom momento da produção leiteira em Sergipe e da geração de renda para o produtor, no início deste segundo semestre. Entre os principais fatores que contribuem para a alta no setor produtivo, especialistas apontam a boa genética do rebanho leiteiro no estado, as condições meteorológicas favoráveis, com chuvas acima da média, e a grande safra de milho – bastante utilizado na produção de forragem (alimento para o gado).


O presidente da FAESE, Ivan Sobral, afirma que mesmo com a pandemia, o setor agropecuário manteve-se forte. Para Ivan, o campo será fundamental tanto para a economia quanto para a segurança alimentar da população no pós-pandemia. “Sergipe tem se destacado bastante na produção de leite. Já produzimos em torno de 1 milhão de litros por dia, algo bem significativo, considerando que somos o menor estado do Brasil. Tivemos uma queda na produção e no preço para o produtor no primeiro semestre, por conta da pandemia, mas estamos vivendo uma boa recuperação no início deste segundo semestre. Percebemos que a quantidade satisfatória de chuvas possibilitam boa safra de milho – insumo importante para produção de ração. Cerca de 150 mil toneladas de milho ficam em Sergipe, principalmente dedicadas à pecuária leiteira. Outro fator importante é que temos vários laticínios no estado que absorvem a grande produção. As ações de liberação da malha rodoviária para circulação dos produtos, e a liberação de funcionamento das casas agropecuárias também colaboraram bastante para manter a produção agropecuária durante a pandemia”, analisa Ivan Sobral.


No Alto Sertão, o presidente da Asproleite – Associação dos Produtores de Leite do Munícipio de Porto da Folha, Juraci Pereira de Barros, conta que vem acompanhando as alterações na produção durante a pandemia, para orientar os pecuaristas na comercialização. Ele confirma sinais de melhoria no preço que é pago ao produtor por litro de leite produzido. “Nos três primeiros meses do ano, o produtor estava recebendo, em média R$ 1,32 por litro de leite vendido. Com o fechamento das feiras e dos restaurantes, tivemos uma crise, principalmente entre os meses de abril e maio, quando o preço caiu para R$ 1,17; mas a partir de junho, já percebemos uma recuperação, voltando para R$ 1,32; e R$ 1,45 em julho. Alguns conseguem um preço melhor, entre R$ 1,60 e R$ 1,80 por litro”, relatou Juraci. O presidente da Asproleite disse que produção média dos criadores associados é de 500 litros/dia [com pecuaristas que produzem entre 200 litros e 1000 litros/dia].


Além da excelentes condições edafolimáticas que favoreceram a pastagem e o plantio de milho para forragem, o secretário de Estado da Agricultura, André Bomfim, destaca o nível de organização dos produtores, que têm investido em genética e manejo do gado leiteiro, assistência técnica e equipamentos; e as políticas públicas desenvolvidas em apoio ao setor. “Diversas ações voltadas para o fomento à bacia leiteira foram realizadas pelo governo Estadual, através da Seagri e da Emdagro, contribuindo para o fortalecimento da cadeia produtiva. O Programa de Melhoramento Genético por Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), por exemplo, inseminou 1.690 vacas nos últimos dois anos. São contribuições importantes, também, a entrega de 3 milhões de raquetes de palma a 872 produtores de 12 municípios, e a distribuição de sementes de milho. Outro ponto que se destaca é a força do trabalho de defesa animal desenvolvido pela Emdagro com grande adesão dos pecuaristas, que coloca Sergipe há 25 anos como status de área livre da Febre Aftosa, assegurando a sanidade do rebanho sergipano”, avalia André Bomfim.


Fonte Aqui Acontece

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