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Queijo Minas Frescal probiótico: melhoria na saúde de mulheres


A procura por alimentos mais saudáveis vem aumentando consideravelmente ao longo dos anos. Uma alternativa interessante a ser usada pela indústria é a adaptação de formulações já existentes visando atender ao mercado de produtos funcionais.


Nesse cenário, temos os produtos probióticos, que possuem grande destaque e boa aceitação por parte dos consumidores. Em paralelo, o leite e seus derivados são excelentes matrizes para a incorporação de probióticos, bem como na manutenção de sua viabilidade, com destaque para o queijo Minas Frescal, que possui uma matriz extremamente favorável para veiculação de probióticos para o consumidor.


Muitos são os benefícios descritos acerca de uma alimentação com a presença de produtos lácteos probióticos, porém, ainda há muitos fatores a serem estudados e que necessitam de experimentos mais assertivos. Nesse contexto, um estudo recente avaliou a influência do consumo de queijo Minas Frescal adicionado de Lacticaseibacillus case 01i na melhoria de parâmetros hematológicos e clínicos em mulheres apresentando peso acima do normal e também hipertensão.


Para o estudo foram selecionadas 30 participantes, todas do sexo feminino, e apresentando excesso de peso e também hipertensão. O experimento ocorreu por 21 dias, sendo os participantes divididos em dois grupos distintos, cada um com uma alimentação específica.


O primeiro grupo, além da dieta hipocalórica padrão, foi ofertado 50g de queijo Minas Frescal probiótico. Já o segundo grupo a mesma dieta hipocalórica, porém com 50g de queijo Minas Frescal convencional, ou seja, sem adição do probiótico. Em ambos os grupos, os pacientes não sabiam qual era o tipo de queijo que estavam consumindo.


Passado o período de suplementação com os queijos, foram avaliados diversos parâmetros importantes relacionados a saúde dos participantes, a qual incluem: índices hematológicos (linfócitos, leucócitos, hemoglobina e eritrócitos), índices inflamatórios (contagem de glóbulos brancos), além de índices metabólicos (colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos).


Observou-se primeiramente uma redução do colesterol total em ambos os grupos, porém, no grupo suplementado com probiótico houve uma diferença significativa com relação aos valores obtidos antes da dieta com o Minas Frescal. Triglicerídeos totais também tiveram valores reduzidos nas dietas com queijo, com destaque novamente para o grupo dos probióticos, com uma redução importante desse parâmetro.


Dois parâmetros importantes tiveram resultados interessantes encontrados pelos autores. O colesterol bom, HDL apresentou crescimento com relação aos resultados anteriores a suplementação dos queijos, tendo maior quantidade no grupo probiótico, enquanto o colesterol ruim, LDL seguiu caminho contrário, apresentando quantidade elevada, tendo sua redução conforme aplicado a suplementação com queijo convencional e probiótico.


Os resultados mostraram também eficiência na redução da pressão arterial, tanto a diastólica quanto sistólica. Porém, os autores identificaram maior eficiente do queijo probiótico nesse quesito. Os autores relataram que a disbiose intestinal está associada a doenças como a hipertensão, e que a manipulação de microrganismos benéficos para a microbiota intestinal pode contribuir como um tratamento eficaz contra essa doença. Segundo os autores, isso ocorre devido à capacidade que alguns peptídeos derivados de proteínas lácteas por ação de cepas probióticas possuem em inibir a atividade da ECA.


Com relação aos níveis de hemoglobina e hematócrito, foi identificado aumento significativo no grupo do queijo probiótico, quando comparado aos resultados pré-experimentais e também ao grupo com queijo convencional.


Os autores relataram que esses resultados estão em concordância com outros estudos que após suplementação com cepas probióticos, apresentaram aumento dos níveis de hemoglobina, hematócrito, glóbulos vermelhos, contagem total de linfócitos, magnésio sérico, albumina e redução total do colesterol sérico por simbiótica. Para aos demais índices clínicos os autores não identificaram diferenças significativas com relação ao pré-experimento e nos grupos com queijo convencional e probiótico.


Por fim, relataram que o consumo de queijo Minas Frescal, em especial o probiótico, melhorou o perfil lipídico e hematológico de mulheres com excesso de peso e hipertensão. Além disso, por se tratar de um produto que já está inserido na dieta da população, a adição de probióticos torna-se ainda mais vantajosa nesse produto, tendo maior aceitação por parte dos consumidores, sendo um produto funcional com grande potencial.


Referências bibliográficas

Sperry, M. F., Silva, H. L. A., Balthazar, C. F., Esmerino, E. A., Verruck, S., Prudencio, E. S., Neto, R.P.C., Tavares, M.I.B., Peixoto, J., Nazzaro, F., Rocha, R.S., Moraes, J., Gomes, A.S.G., Raices, R.S.L., Silva, M.C., Granato, D., Pimentel, T.C., Freitas, M.Q., Cruz, A. G. Probiotic Minas Frescal cheese added with L. casei 01: Physicochemical and bioactivity characterization and effects on hematological/biochemical parameters of hypertensive overweighted women – A randomized double-blind pilot trial. Journal of Functional Foods, v.45, p.435–443, 2018.


Fonte: MilkPoint

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