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Programa Balde Cheio em MG tem produtividade maior que a média nacional


Produtores atendidos pelo programa Balde Cheio em Minas Gerais produziram 2,5 vezes acima da produção nacional e 1,8 a mais do que a estadual em 2019. A média de produtividade por animal ficou em torno de 5.104 litros/vaca/ano.


Essa é uma das principais conclusões do Relatório Anual, publicado pela Embrapa, responsável pelo desenvolvimento do programa. Em Minas, o Balde Cheio foi implementado há 14 anos, pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES e, hoje, está presente em 225 municípios e conta com 97 técnicos para atender 1.165 produtores de leite.


O Relatório considerou uma amostra de 1.158 produtores de 225 municípios do Estado. Observou-se que a produção diária de leite de uma propriedade assistida pelo programa foi de 407 litros. A média da produtividade das fazendas chegou a 4,9 mil litros/hectare/ano, número próximo do registrado em países como Uruguai e Argentina, reconhecidos pela alta produtividade.


Os dados foram consolidados com base em mais de 1.000 planilhas preenchidas pelos profissionais que prestam assistência técnica. Em média, cada produtor gerou uma renda bruta anual de, aproximadamente R$ 224,5 mil, valor superior ao observado em sistemas tradicionais. A margem bruta de lucro anual também é positiva, cerca de R$ 64,3 mil por ano.


O relatório também apontou que os produtores aplicaram cerca de 12% da margem em melhorias para aumento da produção e produtividade. “Isso indica que eles acreditam no trabalho e objetivam melhorar a produção e reduzir custos com o foco na sustentabilidade da atividade leiteira”, explicou o analista de agronegócios da FAEMG, Wallisson Lara Fonseca.


Produção de 13,9 litros por animal


Quando se fala em litros de leite por vacas em lactação, a média nas propriedades assistidas pelo Balde Cheio também está acima da nacional. São 13,9 litros diários por vaca por dia, enquanto a média brasileira gira em torno de 6,7 litros.


O levantamento indicou ainda que mais de 70% das propriedades são de pequeno porte. A área das fazendas variou de 0,5 a 799 hectares, com média de 44 hectares.


“O Balde Cheio derruba o mito de que a tecnologia custa caro e não é acessível ao pequeno produtor. O programa se baseia num diagnóstico cuidadoso da propriedade e no apontamento de arranjos simples na propriedade. O sucesso depende muito mais de uma mudança de comportamento dos produtores que aceitam ousar e inovar para obter mais produtividade e renda”, destaca o coordenador técnico do Balde Cheio em Minas, Walter Miguel Ribeiro.


Outra conclusão importante do relatório é a de que, quanto maior o “tempo de casa” dos produtores, melhores são seus indicadores econômicos e zootécnicos. As propriedades que estão há mais tempo no Balde Cheio apresentaram maior volume de leite produzido diariamente, sendo 35,9% superiores às propriedades ingressantes. Isso significa que, quanto mais tempo de assistência, melhores são os resultados.


Para Walter Ribeiro, os bons índices são resultado da intensificação do processo de produção. “De forma coerente e gradual, os técnicos introduzem tecnologias de gestão, de processos e manejo. O produtor ganha dinheiro porque implantou um pasto melhor, tem controle de quanto custa o leite produzido, administra planilhas econômicas e zootécnicas, preocupa-se com manejo ambiental e com melhoramento genético do rebanho. Não tem mágica. É um conjunto de técnicas que fazem o negócio dar certo”, explicou.


Caso de Sucesso


Os produtores de leite Marcos Vinícius de Paula e Eunice Aniberg Ventura, de Ibertioga, aderiram ao Balde Cheio em 2017. Eles produziam 35 litros por dia, o que lhes rendia R$ 700 por mês. Com as recomendações feitas pelo engenheiro agrônomo e supervisor do programa, Fábio Silveira, em setembro de 2019, atingiram o pico de produção desde o início dos trabalhos: 600 litros com 38 vacas.


Por falta de orientação técnica, Marcos havia plantado cinco hectares de capim mombaça, pasto que seria suficiente para alimentar o triplo de vacas que ele tinha. Fábio sugeriu a redução dessa área para 1,5 hectare e a criação de outra, de tifton, perto da casa sede. “O rebanho passou a ter uma alimentação mais variada e nutritiva sem ter que andar tanto para encontrar alimento”, explica Fábio.


Resultados


Com as mudanças, os animais ganharam peso e a produção de leite dava sinais de melhoria. “Em setembro de 2019, atingimos o maior pico de produção desde que iniciamos os trabalhos: 600 litros com 38 vacas. A “Lua”, que antes dava 18 litros de leite por dia, chegou aos 30. Passamos a tirar, em média, 290 litros/dia, com 30 vacas lactantes. Nossa renda passou a R$ 2.500 por mês”, conta Eunice, que participa de tudo, da ordenha à inseminação artificial. Hoje, o casal está entre os melhores produtores de leite do projeto em Minas.


Balde Cheio em Minas


Minas é responsável por 27,1% da produção de leite do país. Promover a melhoria das condições tecnológicas, tornando as propriedades mais sustentáveis e rentáveis, como propõe o Balde Cheio, contribui para o desenvolvimento da pecuária leiteira.


Filosofia do programa


O objetivo é capacitar profissionais de extensão rural em produção intensiva de leite, promover a troca de informações sobre a aplicação de tecnologias e monitorar os impactos ambientais, econômicos e sociais nos sistemas de produção.


Os extensionistas aplicam um conjunto de técnicas para a melhoria da produtividade, focando no manejo adequado e no desenvolvimento sustentável. Paralelamente à intensificação e manejo do pasto e dos animais, produtor e técnico recebem orientações de como gerir a atividade sem descuidar dos aspectos ambientais e legais.


As informações são da Faemg.


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