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Pandemia impacta indústria latícinia e litro de leite fica mais caro


O fechamento das fronteiras para prevenir a proliferação do coronavírus impactou no preço do litro de leite. De acordo com o Sindicato das Indústrias Laticínias de Mato Grosso do Sul (Silems), o reajuste chegou a 18% no Estado. O litro do leite de saquinho passou de R$ 2,69, valor cobrado no início da pandemia, para R$ 3,19 no fim do mês de junho.


O reajuste aconteceu por causa da redução das importações brasileiras de leite, em decorrência da alta expressiva do dólar frente ao real, causada pelo fechamento das fronteiras. Os derivados do leite também tiveram aumento de até 22%, como no caso da mussarela, que saltou de R$ 22 para R$ 27 o quilo.


“Com a pandemia, vivemos um momento de incertezas nos meses iniciais, com uma queda muito grande na demanda por leite devido ao fechamento das escolas, que costumavam ser grandes consumidoras por causa da merenda das crianças, e dos bares e restaurantes, que também consomem muito derivados”, detalhou a presidente do Silems, Milene Nantes.


Em razão do isolamento social, a indústria laticínia passou a produzir menos e os produtores de leite também diminuíram as rações para acompanhar no campo essa mesma redução. Milene Nantes explica que, como ainda não era esperada a diminuição das importações, a preocupação era em minimizar os prejuízos com a queda no consumo. “No entanto, com a reabertura do comércio e de bares e restaurantes, o consumo voltou a subir e a demanda pelo leite, que teve a produção reduzida, aumentou”, revelou.


De acordo com a empresária, o segmento ainda vive um período de entressafra, o que faz com que a oferta do leite seja ainda menor. “Todos os anos, no período da seca, é comum um aumento nos preços do leite em Mato Grosso do Sul. Esse aumento é sazonal e acontece todos os anos devido ao período de estiagem, em que a quantidade de chuvas é menor, reduzindo as pastagens, que servem de alimento para o gado.


Com menos alimento, o gado tende a produzir menos leite. Geralmente registramos um aumento de 5% a 10%, mas como estamos vivendo um ano atípico, esse reajuste foi um pouco maior este ano”, finalizou


Fonte Correio do Estado

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