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O leite tem vantagem frente a outras atividades do agronegócio?


Desde as fazendas até as indústrias, é comum escutarmos que “a vaca dá leite todo dia”. E, de fato, esse jargão é verdade. Como podemos dizer para as nossas vacas que “hoje é feriado?” ou “que o preço do leite no mercado não está compensando?”. Bom, apesar de toda a evolução da atividade ao longo dos últimos anos, esse “papo-cabeça” entre produtores e vacas ainda não é possível (risos).

A questão é que, enquanto outras commodities podem “escolher” quando e como vão negociar sua produção ou permitem um maior tempo de folga, o leite é um produto perecível e os produtores veem o caminhão de leite entrando na fazenda “dia sim, dia não” — e, em muitos casos, “dia sim e no outro também”.

Contudo, para Reinaldo Figueiredo, proprietário da Fazenda Figueiredo, em Cristalina/GO, isso é uma grande vantagem. “Estamos de certa forma ‘negociando’ e vendendo todos os meses, isso diminui muito nossas chances de erros na busca da venda do preço perfeito. O produtor de leite acaba fazendo uma média melhor.” A Fazenda Figueiredo é a 15° colocada no Top 100 2021, com uma produção média de 33.718 litros de leite por dia em 2020.

Para justificar a vantagem, o produtor compara a produção de leite com os grãos: “O produtor de grãos, por muitas vezes, tem que vender seu produto antes mesmo de colher, ou vender no dia do vencimento de uma dívida. Dessa forma, não conseguem vender no preço ou na média ideal”.

Mesmo com essa vantagem oferecida pelo leite, temos visto a substituição da atividade leiteira por grãos ou gado de corte em muitas propriedades. Segundo Reinaldo, isso se dá porque produzir leite não é para qualquer um. “Não são todos que têm o dom ou que estão preparados para investir em uma atividade que cobra muita energia dos proprietários e de suas equipes”.

Segundo ele, esta migração de atividade ocorre principalmente entre os produtores que não conseguiram se profissionalizar e investir em tecnologias, mantendo “o modelo antigo”, em propriedades geralmente familiares.

“Nos últimos 10 anos, o Brasil vem sendo ‘inundado’ de tecnologias, do que tem de melhor no mundo, como produtos, máquinas e principalmente conhecimento. Isso coloca o leite em outro patamar de competitividade, os produtores eficientes fazem constante investimento, modernização e capacitação de sua equipe”, completou.

Logo, segundo o produtor, para lidar com tudo isso e se manter na atividade, a gestão da propriedade e a tomada de decisão são fundamentais. “Não podemos mais brincar de produzir, cada ano que passa temos nossos custos mais altos e nossas margens sendo cada vez mais baixas. O que vai fazer o produtor ficar na atividade é conseguir gerir seu negócio de forma eficiente. Falo isso não apenas para produtores de leite, mas em todo agronegócio. Fazer gestão eficiente de tudo que possa ser medido, gestão de custos, gestão de índices zootécnicos, pessoas, gestão manejo, ambiental etc.”.

Uma das coisas que o produtor precisa gerenciar muito bem é o espaço que tem disponível para a produção e como utilizá-lo da melhor forma e para trazer o maior retorno possível. Segundo Reinaldo, essa é uma outra vantagem do leite.

“Leite não é o melhor negócio do mundo, mas também não é o pior. Tudo tem que ser visto em um contexto no qual a terra é o grande diferencial, o valor da terra é o ponto a ser estudado antes de tomar qualquer decisão”.

Fonte Milk Point

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