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Após queda de 80% na produção de laticínios no Paraná, negócios começam a retomar a normalidade


Depois de uma queda de 80% na produção de laticínios no Paraná, os negócios começaram a retomar a normalidade. O período de incerteza no setor teve início junto com a pandemia do novo coronavírus.


A produção de queijos movimenta mais de R$ 2 bilhões de reais por ano no estado, de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feito em 2018.


Sudoeste


Uma das maiores bacias leiteiras do estado fica no sudoeste. O Caminhos do Campo acompanhou a produção de queijo colonial – que é o forte da região.


Os laticínios do sudoeste paranaense enviam parte da produção para hotéis e restaurantes de todo estado e ainda de São Paulo e do Rio de Janeiro.


Com a retomada das atividades em algumas cidades desses estados e com as adaptações que donos de estabelecimentos fizeram para retomar o atendimento dos clientes por delivery, as vendas foram reaquecidas.


Representantes do setor também disseram que a valorização do dólar reduziu a importação de queijos, abrindo mais espaço para os produtores nacionais.


Período de incerteza no setor teve início junto com a pandemia do novo coronavírus — Foto: Reprodução/RPC


A família Bach começou a investir na atividade com as sobras do leite que era produzido na propriedade.


Hoje, 20 anos depois, a fabricação de queijos é a principal atividade. Oitocentos litros de leite são transformados em queijos todos os dias.


Oeste


Na região oeste, há uma iniciativa que tem ajudado produtores rurais da região a fabricar queijos finos. Esses queijos precisam de mais cuidados, desde a coleta e seleção do leite até o tempo de maturação dos produtos.


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Nos laboratórios do Biopark, um centro de inovação e pesquisa, em Toledo, são desenvolvidos vários projetos. Um deles é totalmente voltado para a produção de queijos finos.


Tenta-se aproximar o sabor e a textura dos queijos fabricados na região aos de queijos famosos no mundo todo, como os franceses brie e morbier e o holandês gouda.


Nos experimentos, alguns sofreram adaptações. O morbier, por exemplo, recebe na França uma linha de carvão, No Paraná, usa-se o café.


Em um ano, o projeto já foi implantado em cinco municípios da região. Técnicos visitam as propriedades para avaliar se têm estrutura para absorver a produção e oferecem todo o suporte técnico, sem qualquer custo para o produtor.


Um dos objetivos do projeto é melhorar a renda dos produtores, já que o queijo acaba rendendo um lucro maior do que a venda do leite cru.


Norte


No norte do estado, o Caminhos da Campo conheceu a propriedade de um agricultor que teve um parmesão classificado – em um concurso internacional – entre os 20 melhores do mundo.


Há quase 30 anos produzindo leite, o casal Marcia e Valdeir Martins só entrou no concurso depois de muita insistência dos amigos. O concurso foi em Minas Gerais e reuniu mais de mil queijos, de vários tipos, de sete países diferentes.


Segundo os criadores do queijo campeão, o produto deles tem um sabor picante, mas levemente adocicado no final. Para fazer um queijo de cinco quilos, são usados 70 litros de leite.


Fonte G1 Globo

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